Dicas de Viagem a São Paulo

16 03 2009

Oi gente,

Hoje serei breve e o assunto fugirá um pouco do foco deste blog.

No dis 20/03 (esta sexta-feira) eu e Jean estaremos chegando em São Paulo para um curto passeio (voltamos 23/03). A cidade para mim não é novidade, pois desde pequena, até minha adolescência eu costumava visitar meu tio que mora lá. Mas como iremos a primeira vez juntos e queremos fazer um pouco de programa de turista, gostaria de dicas de lugares que podemos visitar.

Com certeza as compras estão inclusas. Portanto as ruas Oscar Freire, 25 de março, Estação da Liberdade, Mecrado Público, Museu da Lingua Portuguesa e MASP já estão no roteiro.

Mas sugestões sempre são bem vindas. Quem puder mandar dicas de lugares, shows, peças para visitarmos eu agradeço.

saopaulo

Grande beijo, Nina





Comerciais de acordo com o perfil do espectador

9 03 2009

O futuro já está presente: TV exibirá anúncios de acordo com perfil do espectador

“O sonho dos anunciantes de mandar uma mensagem específica a cada consumidor está muito próximo de se tornar realidade. A Cablevision tem intenção de anunciar um projeto com a finalidade de ter anúncios direcionados na televisão em breve. A empresa vai usar a tecnologia primeiramente em 500 mil lares em Nova Jersey, EUA. Os anúncios serão enviados com base em dados como renda, etnia, sexo e até se o dono da residência possui filhos ou bichos de estimação.

Não é necessário instalar nenhum hardware na casa do assinante, então ele não perceberá que está sendo atingido por um anúncio especial. De acordo com reportagem do jornal americano The New York Times, publicada nesta sexta-feira (6), enquanto o pai assiste a um anúncio sobre caixas de som de última geração, o filho, por exemplo, assiste – no mesmo programa – um comercial sobre videogames da mesma loja.

Apesar disso, setores defendem que há ainda o problema relacionado à privacidade. As companhias de TV a cabo, no entanto, defendem que os dados permanecem no anonimato. “Não temos objeção ao anúncio direcionado a grupos demográficos,” disse Marc Rotenberg, diretor-executivo do Electronic Privacy Information Center, um grupo de liberdades civis de Washington. Mas, segundo o diretor, existe uma necessidade de provar “que eles não têm uma engenharia reversa para encontrar os nomes dos indivíduos que assistem a certos programas”, disse ao NYT.

Como funciona?
Na prática, a Cablevision fará a coleta de dados por meio do sistema Experian, que possui registros de indivíduos coletados através de arquivos públicos e outras fontes. Ele combina o endereço do usuário a uma breve biografia sobre ele. Os anunciantes não sabem o nome das pessoas.

Durante o último ano e meio, a Cablevision testou o sistema em 100 mil lares americanos. No próximo verão, a empresa espera ter o serviço baseado em 500 mil lares e planeja estendê-lo aos seus 3,1 milhões de assinantes caso tudo dê certo.”

Hoje me deparei com esta notícia no site Acontecendoaqui e há anos escuto alguns amigos dizerem: O GOOGLE VAI DOMINAR O MUNDO! Pra mim ele já domina, rs. Ou vocês acham que eles não estão por trás disso? No mínimo todos esses dados um dia terão ligação direta com  Google.

Confesso que não acho nenhuma novidade, mas as vezes fico abismada com a velocidade das coisas. Essa notícia mostra mais uma vez como nossas vidas estão sendo vigiadas. Muitas vezes tenho um tempo livre em casa e fico assistindo o Discovery Channel. Chega a ser assustador como o ser humado tem capacidade de evoluir tecnologicamente e ao mesmo tempo é tão burro quanto uma pedra, pois não dá importância e atenção para a destruição que ele inicia, na criação e desenvolvimento de muitos dos seu “poderes”.

Aí que está o erro. Que poderes nós “Homens” temos aqui na Terra? A TV está cansada de mostrar os desastres naturais que vem acontecendo e a quantidade de mortes absurdas que aparecem, como mãe matando filho, namorados matando namoradas, crianças sendo espancadas, estupradas e indo para a escola armadas…É tanta desgraça que internamente me dá um desespero. Como ter filhos em tempos tão difíceis? Confesso que tenho refletido muito nisso ultimamente. Será que meu sonho não vai se realizar?

Bom, isso já é papo para outro post. No próximo talvez eu fale disso.

Grandes beijos, Nina





Papo de menina-mulher

24 02 2009

Oi gente,

Hoje não irei fazer nenhum post reflexivo, pois realmente não ando inspirada. Mas para não deixar tão abandonado irei passar mais algumas dicas, dessa vez é focada no mundo feminino.

Alguns que me conhecem pessoalmente já sabem que eu adoro maquiagens, cabelo, tratamentos pra pele e tudo mais. Porém confesso que sou relápsa quanto a isso e não tomo o devido cuidado nem uso tanto tempo do meu dia dedicado a este assunto. Minha opinião é que o cuidado com nossa ‘beleza” é essencial na vida. Não vejo isso somente como algo fútil. Por exemplo, hoje mais doque nunca as indústrias criaram maquiagens inteligentes, ou seja, que não só colorem o seu rosto e disfarçam imperfeições, como também tratam. Temos batons e bases com filtro solar, sombras que hidratam e amenizam as rugas, etc.

makeup1Por isso resolvi escrever e passar a vocês alguns sites e blogs que eu amo de paixão, leio quase diariamente e que me ajudam muito a entender mais esse mundinho dos cosméticos. Meu dia fica muita mais alegre e colorido com eles. Esse ano pretendo dar mais atenção e não me privar das maravilhas que os cremes e maquiagens nos proporcionam. Espero que gostem:

http://www.vendenafarmacia.com/

http://www.lorealparis.com.br

http://www.minhapeleemelhorqueasua.blogspot.com/

http://www.hojevouassim.blogspot.com/

http://www.brigettesboutique.com/

https://www.everydayminerals.com/

Grande beijo, Nina





FORMATOS DE VAREJO

4 02 2009
Oi gente, tudo bom? Ainda sobre o papo de varejo, recebi um texto bem interessante que compartilho com vocês. Nessas horas me recordo das aulas no MBA de Marketing.

O texto é de fácil leitura e bem acadêmico. Espero que gostem e consigam tirar algumas dúvidas com ele, pois sei que muitas vezes nos confundimos, parecendo que é “tudo igual”.

Grande abraço, Nina

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.:: ENTENDA OS DIVERSOS FORMATOS DE VAREJO ::.

Posicionar-se corretamente e entender as diferentes ocasiões de compra ajuda a conquistar clientes e a combater competidores

No mercado varejista existem inúmeros formatos de loja que atendem a diversos públicos e a diferentes ocasiões de compra. Conhecer a segmentação do mercado é importante para entender que tipo de cliente é atraído por cada um dos formatos e em qual circunstância. Supermercados, por exemplo, atraem pessoas que necessitam de produtos (na maioria alimentos) para seu dia-a-dia, ao passo que lojas de conveniência atraem consumidores que precisam de poucos produtos (na maioria de impulso), sem ter que enfrentar longas filas ou percorrer grandes distâncias.

Portanto, uma loja de conveniência não competirá diretamente com um supermercado, mesmo que o público-alvo seja idêntico, uma vez que a ocasião de consumo é diferente. Seria desastroso para um dono de uma pequena loja de bairro baixar seus preços para competir com grandes varejistas. O poder de barganha na negociação destas empresas é muito maior e seu custo operacional acaba sendo menor, o que seria uma competição desleal.

No entanto, pequenas empresas podem competir pelo consumidor quando identificam e entendem seus hábitos. Quando se analisa o seu comportamento, pode-se perceber que os clientes transitam por diversos formatos de loja, dependendo de sua necessidade. A mesma pessoa pode comprar grandes quantidades de produtos a preços baixos em um hipermercado uma ou duas vezes por mês e pode também comprar alguns itens todos os dias em lojas de bairro. No caso de uma loja grande – como um hipermercado – o consumidor procura variedade e preço baixo. Já no caso de lojas menores e de conveniência, os clientes acabam procurando itens de impulso ou específicos. Além disso, usam estas lojas pela praticidade, pela economia de tempo e por se situarem mais próximas de suas casas.

Sendo assim, existe mercado para diversos tipos de consumidor e para diferentes ocasiões de consumo. Pequenas empresas podem sobreviver neste ambiente de competição especializando-se em uma determinada categoria (como uma loja de vendas de ursinhos de pelúcia, por exemplo), com um serviço diferenciado ou oferecendo conveniência para seus clientes, uma vez que, por serem menores, estarão mais bem localizadas do que as grandes cadeias.

 

Segmentação

As lojas de varejo são segmentadas e divididas pela área ocupada, pelas linhas de mercadorias comercializadas e pela segmentação de mercado. A seguir serão apresentados alguns conceitos relativos a vários tipos e formatos de loja. De qualquer forma, é importante observar que na prática estes conceitos também se misturam, havendo formatos mistos, como por exemplo o Hipermercado compacto (loja com tamanho entre um hipermercado e supermercado, mas contendo uma maior quantidade de itens de não alimentos).

1) Hipermercados 

Os Hipermercados são caracterizados por grandes áreas horizontais, com seções de vendas a partir de 8.000 m2, podendo atingir muitas vezes área superior a 20.000 m2. Estes estabelecimentos seguem o conceito de one stop shopping (“única parada para compras”) visando atender a maioria das necessidades de compra com cobertura de todos os tipos de produto (em torno de 50.000 itens), desde os de consumo não duráveis, os semiduráveis e duráveis. A rede Carrefour e o Wal-Mart são exemplos de hipermercados.

As pessoas que freqüentam os hipermercados geralmente fazem compras de abastecimento (grandes quantidades), incluindo produtos básicos, eletrônicos e supérfluos. Em média, visitam as lojas a cada 15 dias. 

2) Supermercados 

Os supermercados são lojas com áreas que variam de 100m2 a até cerca de 5.000m2 e que possuem produtos na maioria do gênero alimentício, em geral, nos ramos de mercearia, carnes, frios, laticínios e hortifrutigranjeiros, trabalhando em média com 20.000 itens. Estes estabelecimentos também oferecem alguns artigos de uso e consumo doméstico imediato, operando pelo sistema de auto-serviço. Exemplos: Pão de Açúcar e Super Bompreço.

Os clientes que freqüentam supermercados fazem compras na sua maioria de reposição (pequenas quantidades), sendo que os principais produtos são alimentos.Geralmente visitam as lojas semanalmente. 

3) Lojas de departamento 

Em geral são lojas verticais que operam pelo conceito one stop shopping com áreas de vendas divididas por segmento ou linhas de produto. Possuem seções de bens duráveis e semiduráveis, desde eletrodomésticos até confecções e calçados, também oferecendo alguns produtos de consumo imediato como mercearia, perfumaria e bomboniere. As lojas de departamento operam em sistema de auto-serviço e seleção assistida. O Mappin se caracterizava como um exemplo no Brasil até a década de 1990. Outros exemplos atuais são: Gallerie Lafayette, na França e El Corte Inglés, na Espanha.

Os clientes das lojas de departamento buscam uma grande variedade de categorias e produtos: alimentos, eletrônicos, produtos para pesca, perfumes, roupas etc. É um ambiente que surpreende pela enorme quantidade de itens, muito superior a de um hipermercado. A freqüência de visita é geralmente mensal. 

4) Lojas de variedades 

Este tipo de negócio se caracteriza por vender uma grande variedade de produtos semiduráveis, de baixo valor monetário e de fácil transporte, que podem ser levados pelo próprio consumidor e, em geral, também operam no sistema de auto-serviço. Exemplo: Lojas Americanas.

Os clientes das lojas de variedade compram poucos itens específicos (como chocolates ou cosméticos), geralmente com freqüência semanal. 

5) Lojas de especialidades 

Este tipo de loja varia em dimensões conforme a necessidade e a variedade de itens e atua com diversos ramos de produtos de consumo e áreas de prestação de serviços, podendo ser produtos alimentícios como fast-food e não alimentícios como drogarias, farmácias e livrarias. Alguns exemplos são a Fotoptica, Droga Raia e Livraria Saraiva.

As pessoas que freqüentam estas lojas têm interesses específicos, não comprando grandes quantidades. A freqüência é esporádica, de acordo com a necessidade.

 

6) Lojas de conveniência 

Este formato é caracterizado geralmente por atendimento 24 horas, localizando-se em pontos estratégicos muitas vezes próximos a postos de gasolina ou locais de grande fluxo de pessoas visando atender às necessidades emergenciais do consumidor. Seu tamanho de loja é pequeno, tendo em média 500m2. Exemplos: Express, 7-Eleven, entre outros.

Os clientes das lojas de conveniência quando precisam comprar produtos de impulso rapidamente sem ter que enfrentar longas filas ou percorrer grandes distâncias. A freqüência de visita é esporádica e a quantidade comprada é pequena. 

7) Lojas de descontos agressivo ou hard discount

São lojas de ofertas que operam com estrutura de despesas muito baixa. Seu layout é simples, seu sortimento limitado, contendo poucos serviços agregados. Seu tamanho de loja é pequeno, sendo menor do que 1.000 m2. Exemplos: Dia%, Aldi, Lidl.

Os clientes das lojas de descontos agressivos procuram principalmente produtos essenciais (pão, sabão em pó, papel higiênico, arroz, feijão etc.) a preços muito baixos. Fazem compras pequenas e freqüentam as lojas semanalmente. 

8) Lojas tradicionais e boutique 

As lojas tradicionais são caracterizadas pelo atendimento personalizado por meio de vendedores ou balconistas que orientam, sugerem o produto e participam do processo desde a extração do documento de venda ao pacote das compras. Alguns exemplos: mercearias, açougues, armarinhos, lojas de tecidos, de artesanato, de som, de eletrodomésticos etc.

Assim como os clientes das lojas de especialidades, os das lojas tradicionais e de boutique compram quantidades pequenas e em ocasiões específicas. A freqüência também é esporádica, de acordo com a necessidade. 

9) Clubes de Compra e Cash and Carry

São lojas que se caracterizam por vender em maiores quantidades aos seus consumidores e geralmente em dinheiro, sendo a aceitação de crédito limitada. Não possuem uma estrutura de loja sofisticada e o tamanho médio varia em torno de 6.000m2. Possuem um sortimento menor (em torno de 10.000 itens) se comparado com os supermercados e hipermercados. A diferença entre um clube de compras e um cash and carry é que o primeiro é mais voltado para as classes A/B, é necessário se associar para comprar nele e tem mais serviços agregados do que o segundo. São exemplos de clubes de compra o Sam’s Club e a Costco. São exemplos de cash and carry o Atacadão e o Assai.

Clientes deste tipo de loja podem ser pequenos empresários ou pessoas físicas que são atraídas pelos preços baixos. Os produtos são vendidos na sua maioria em caixas, embalagens maiores (sabão em pó de 5kg, margarina de 5L) ou em conjuntos (de seis unidades, doze unidades). Portanto, a compra é na sua grande parte de abastecimento e a freqüência de visita é mensal.





Estratégia no Varejo x Vida Saudável – parte 2

2 02 2009

-> Continuação post anterior <-

4 Prefira sempre os corredores periféricos do supermercado

 “Se você dedica seu tempo às prateleiras periféricas, está priorizando uma alimentação mais saudável”, afirma a nutricionista Neide Rigo, autora do blog come-se.blogspot.com. Ela ensina uma regrinha básica para o seu “momento supermercado”: priorizar os alimentos em que você enxerga “a cara”. É melhor levar carnes congeladas, que você vê o que é, do que comprar uma carne processada (empanados e embutidos, por exemplo), que é uma massaroca com outros ingredientes em sua composição. “Tais produtos servem para emergências, mas não devem fazer parte do dia-a-dia”.

Mas como na própria matéria diz, essa atitude requer tempo garantido. Pois levar produtos que não são embutidos ou congelados necessitam de preparação e tempo gasto na cozinha. Nada impossível, porém organização e dedicação são necessários. Eu penso que a melhor forma de lidar com isso é usar uma parte da noite na cozinha para deixar metade do caminho já pronto para o dia seguinte e inserir essa atividade como parte integrante da rotina.

5 Evite produtos que aleguem vantagens sensacionalistas para sua saúde

“De fato, é um movimento bastante positivo, mas você precisa prestar atenção no rótulo. Observe se o produto tem quantidades controladas de açúcar, sal e calorias – porque de nada adianta uma bolacha ter muito açúcar ou gordura, por exemplo, e ser enriquecido com alguma vitamina”, diz Cynthia. Então, o que fazer? Primeiro, suspeite. Depois, olhe a composição do produto e avalie se ele vai para o carrinho. O recado é o seguinte: você nem precisa comer alimentos enriquecidos artificialmente se tem uma alimentação naturalmente mais equilibrada, variada e rica.

E eu digo mais: não acredite em tudo que está escrito na embalagem. Por mais terrível e pessimista que possa parecer, é uma realidade. As indústrias têm por objetivo principal VENDER E VENDER MAIS. Portanto não fique com pena, desconfie e não se iluda achando que o produto bonitinho, cheio de substâncias inclusas vai fazer milagre por você.

6 Pague mais, coma menos (e com muito mais prazer)

Na gôndola, uma placa chama a atenção para o preço convidativo de um produto. O precinho é tão camarada que você não resiste e acaba levando logo uns três. Os nutricionistas alertam que uma dieta baseada mais na quantidade do que na qualidade conseguiu produzir pessoas que conseguem ser superalimentadas e subnutridas ao mesmo tempo. É o resultado de uma alimentação rica em calorias e pobre em nutrientes. Para escapar dessa enrascada, a receita é esta: preste atenção na qualidade do alimento e maneire no tamanho do prato.

Acho que não preciso nem comentar esse item. É incrível como as pessoas se iludem com produtos prontos. Não é a toa que estamos comendo mais, porém pior. E não é a toa que também com tanta qualidade d evida ruim, falta de exercício, contato com a natureza e estress, que nossos organizmos não fazem mais o papel deles de forma correta. Ou seja, podemos até ter salada e frutas em nossos pratos, mas a absorção de nutrientes muitas vezes está falha. O que no final, não adianta nada, pois nesse caso não é o que você come e sim como vive.

7 Coma como os franceses. Ou os italianos. Ou os japoneses

Quando a alimentação segue uma tradição cultural, tende a ser naturalmente mais saudável. Isso porque foi elaborada levando em conta os produtos locais, mais frescos. Já a alimentação ocidental industrializada perde em todos esses quesitos. O que predomina é a comida barata, rápida e fácil de ser feita. E já vimos que para comer bem é importante investir mais tempo, esforço e recursos. “Se a dieta ocidental se preocupa com a praticidade e o shelf life, o tempo de vida do alimento, para ele durar mais na despensa, eu estou mais preocupada com o meu tempo de vida”, diz Cenia Salles, líder do Movimento Slow Food de São Paulo. Uma alimentação, esta sim, longa vida.

Bom, acho que não preciso dizer muita coisa. Em matéria de nutrição não há nada mehor do que sentir o cheirinho de tempero fresco ou observar os pratos elaborados, diferentes e coloridos de uma cozinha tailandesa, árabe ou japonesa. Curiosidade e diversificação conta muito na mesa também. Não serve somente pra nos alimentar, mas também ajuda a conhecer melhor culturas e costumes de outras civilizações.

Espero que tenham gostado e caso tenham mais dicas, por favor nos escrevam. Para ler a matéria completa entrem no link http://vidasimples.abril.com.br/edicoes/076/grandes_temas/conteudo_415765.shtml .

Grande abraço e ótima semana, Nina





Estratégia no Varejo x Vida Saudável

29 01 2009
Fim do dia

Fim do dia

Como alguns sabem eu trabalho numa grande rede de supermercados aqui do Sul. E é claro que diariamente absorvo informações ligadas ao meu trabalho. Bom, essa semana estava lendo com minha supervisora a matéria de capa da Revista Vida Simples deste mês e repasso a vocês, pois imagino que será de ótimo aproveitamento para todos. Farei um Ctrl+C e Ctrl+V totalmente na cara de pau de grande parte do texto, porém é por uma boa causa.

Com o tempo e os tombos do caminho vamos aprendendo que nada é de graça nesse mundo. Durante o texto você perceberá que quando entra no supermercado do bairro e da de cara com uma ilha de produtos super arrumadinha, cheia de chocolate BIS e outras guloseimas, com certeza a segunda e terceira intenção está mais doque imposta lá. Claro, ninguém é mais bebê e tão incente de não perceber isso, mas o desejo de levar pelo menos unzinho, ahhhh esse não dá pra controlar. Por isso lembre-se de não ir ao mercado com fome, rs! Mesmo essa sendo a desculpa preferida das pessoas quando exagera no caixa.

Well, chega de xurumelas e vamos ao que interessa: a matéria!!! Colocarei um resumo do que achei mais importante e depois havaerá minha opinião, portanto haverão vários posts sobre isso pra não ficar cansativo. Mas vocês poderão ler ela por completo no link ao final do post.

Corredores compridos e bem iluminados comportam prateleiras empanturradas, com cartazes coloridos despencando do céu. Um labirinto de produtos (são mais de 8 mil itens!) para nos alimentar. No carrinho prateado, um pacote com o meu café-da-manhã: leite desnatado e/ou reconstituído, preparado de morango (água, morango, amido modificado, corante natural carmim-cochonilha, acidulante ácido cítrico, conservador sorbato de potássio, edulcorantes artificiais, ciclomato de sódio, aspartame e acessulfame de potássio, aromatizante e espessantes, goma xantana e goma guar) açúcar, leite em pó desnatado, amido modificado, fermento lácteo e estabilizantes gelatina e pectina. A minha avó Dora diria que é comida de astronauta ou algo vindo de outro planeta. Mas é apenas um potinho de iogurte de sabor morango. O próprio supermercado lembra uma nave espacial para Dorinha, acostumada que era com os mercadinhos que vendiam apenas… comida. Simples, fresca, dava para reconhecer logo de cara do que se tratava.

Foi a partir dos anos 50 que os supermercados passaram a substituir feiras e mercearias país afora, agrupando a enxurrada de produtos que a indústria alimentícia desenvolveu para facilitar a nossa vida. Enlatados, congelados, empacotados, pratos semiprontos e processados surgiram para agilizar o preparo da refeição e dar conta de alimentar a população. Uma maravilha da tecnologia. Acontece que, no meio de tantos novos produtos que surgem a todo instante, perdemos a noção do que é de fato mais saudável.

Para desvendar os mistérios de um supermercado, desbravamos suas prateleiras com a ajuda de nutricionistas, especialistas em alimentação e até designers dessas redes de varejo – e descobrimos a seguir os mandamentos que podem revolucionar suas próximas compras.

1 Coma comida (ou evite o que a sua bisavó não reconheceria como alimento)

“O ponto levantado pelo jornalista é que não sabemos mais ao certo o que estamos colocando da boca para dentro. Porque, para um alimento ou prato prontos durarem bastante na nossa geladeira ou despensa, são adicionados uma série de outros ingredientes que não fazemos a menor idéia do que sejam. Mas o pior mesmo, segundo Pollan, é que muitas doenças adquiridas pelos hábitos alimentares surgiram dessa nova dieta ocidental rápida de preparar, mas com superabundância de calorias e principalmente três perigosos ingredientes: açúcar, sal e gorduras, que nosso corpo tem uma predisposição a gostar e cujos sabores são difíceis de achar na natureza, mas são bastante comuns e abundantes em comidas processadas.”

Essa é a mais pura verdade, não sei quanto a vocês, mas as vezes me dá medo com a variedade de coisas estranhas e com aparência altamente tóxicas que vimos nas prateleiras. Hoje em dia eu consigo retornar para minha casa na hora do almoço e comer a comidinha feita pela minha vó (hummm delícia). Porém há alguns anos atrás trabalhava longe da minha casa e almoçava diaramente em restaurantes e buffets a quilo, como grande parte da população brasileira. Meu prato sempre é cheio de salada, mas confesso que muitas vezes ficava tonta com o tanto de opções que alguns lugares oferecem. Mesmo não sendo a mesma coisa que a comidinha da vovó, é muuuuuuuito melhor doque passar correndo no Mc Donald’s e/ou no Super, pegar um refri, com Nuggets e uma lasanha congelada. Tenho amigos que falam dos refris Diets e Lights como se fossema salvação de tudo: olha tem 3 calorias, uhulll. Sim meu querido e você já viu a quantidade de açúcar ou aspartame e sódiooooo nessa coisa?

“Uma tendência importante que está acontecendo em todo o globo é o renascimento da agricultura local e orgânica, que está aí para comprovar que é possível sim voltar a comer comida de verdade sem precisar voltar ao tempo da bisavó ou abandonar o supermercado – e a civilização.”

Simmm, no meu projeto de vida pretendo ter um mini hortinha lá em casa ou apê. Já andei pesquisando e tem várias formas de fazer isso, mesmo que tu ão tenhas tanto espaço e não more numa fazenda, rs! XÔ AGROTÓXICOS

2 Evite pôr no carrinho produtos com ingredientes difíceis de pronunciar

“A lista de ingredientes de um produto espichou com a industrialização. Pegue um pão, por exemplo, que tem na sua composição básica farinha, água e sal. Para durar mais e ficar bonito, ter uma cor apetitosa e se manter cheiroso e macio são acrescentados corantes, acidulantes, edulcorantes, emulsificantes e outros “antes”. Qual o problema disso? “Esses componentes, tanto artificiais como naturais, são controlados e não fazem mal à saúde, mas não devem ser ingeridos em excesso”, diz Márcia Paisano Soler, engenheira de alimentos do Ital – Instituto de Tecnologia de Alimentos. “Isso porque a quantidade controlada é para um produto, e não sabemos ao certo as consequências de uma alimentação exageradamente empacotada”, diz Márcia. O que fazer? A resposta de Michael Pollan: cozinhe sempre que puder.”

No texto mesmo há citação de uma dona de casa que viu o filho pequeno dela ficar chocado quando pegou um produto no supermercado e viu que a válidade era até 2012. Ele não quis levar pra casa. Juro que quando li esse exemplo me bateu a luz. Tudo bem, a gente no fundo até sabe que isso não deve fazer bem, que esse monte de conservante na comida algum grande problema vai trazer com o tempo. Mas passa totalmente despercebido. Quem nunca olhou a validade da bolacha recheada perdida no fundo da despensa de casa, sem lembrar mais quando comprou, viu que ela é só para o ano que vem e pensou: Oba, achei ouro, da pra comer ainda, apesar de estar toda esfarelada! Nossa imagina o que tem ali e que faz ela durar 2 anos?

3 Elabore uma estratégia para facilitar suas compras

“O designer Mauro Minniti é um superespecialista em supermercados. A primeira dica dele é esta: crie o hábito de fazer suas compras sempre nos mesmos lugares (é bom ser mais de um para fazer a comparação de preços entre eles). Vale a pena criar um vínculo com um supermercado, porque você acaba conhecendo os funcionários e pode cobrar a qualidade dos serviços, exigir preços melhores e solicitar informações de produtos. Segundo ele, fazer uma lista antes de sair é a arma mais importante para agilizar sua ida ao súper e não voltar para casa com mais itens na sacola do que realmente precisa. Algo que não faz parte do hábito de consumo brasileiro: pesquisas mostram que mais da metade dos consumidores não faz lista de compras. Simplesmente entra no mercado e decide o que vai levar conforme vão passando pelas prateleiras.

Haha eu sou uma dessas pessoas que não faz lista pra ir no supermrcado. E olha que além de trabalhar nele eu sou capricorniana e super organizada. Acho que meu ascendente em peixes que toma conta da minha personalidade na hora das compras, rs! Ele ainda dá outra dica que é começar pelos produtos mais pesados, seguindo para os mais leves e hortifrutis e só no final produtos congelados e resfgriados. Muito óbviu, mas quase ninguém lembra disso quando tá la dentro empurrando o carrinho como se fosse brinquedo.

“Quando já estamos na fila do caixa, surgem as tentações. Mauro explica que os 20% finais de tempo no súper representam o maior perigo, pois são as compras feitas por impulso. Depois que você compra tudo o que necessita, vem o momento do deleite – e aí é bom prestar atenção para não exagerar. Doces, biscoitos e refrigerantes que ficam próximo ao caixa não estão ali por acaso. “

Sei que o texto está gigante e por isso as próximas dicas deixarei para outro post. Espero que estejam gostando, pois nós não podemos mais perder tempo com tanta porcaria. O ser humano precisa cuidar mais de si e de quem está ao seu lado, incluindo o ambiente em que vive e isso pode começar pela boca, com gestos simples, ensinando seu filho/sobrinho ou chamando os amigos pra uma jantinha especial preparada em casa. O importante é dar o primeiro passo em busca de uma vida mais saudável.

Beijos e até mais, Nina





Ócio de fim de ano

26 12 2008

EXPRESS YOURSELF. START A BLOG…

É com essa frase que o wordpress chama a atenção em sua rimeira página. Se é isso que eles querem, então terão. Hora do desabafo. Sei que faz muito tempo que não escrevo por aqui, mas toda correria de final de ano implicou que eu encontrasse um momento tranquilo para escrever.

Porém, hoje, dia 26 de dezembro de 2008, às 16h57 encontro-me em um estado completo de ÓCIO.

TEMPO

É incrível como a falta doque fazer nos deixa mau-humorado, irritado e inquieto. Não é a toa que os antigos criaram a máxima: “O ócio é o jardim do diabo”. Pelo amor de Deus, como isso é ruim. Nessas horas eu fico pensando: – Porque nos deixam trabalhar em um dia que NADA, absolutamente NADA acontece? Acho isso uma baita sacanagem com o funcionário. Tudo bem que há profissões que precisam estar em funcionamento, como na área da saúde. Mas nós do varejo, tirando quem trabalha diretamente no caixa, depósito e atende o público, não há motivos pra estarmos aqui comendo mosca.

Já arrumei uma parte do nosso arquivo, entrei em todos os sites possível de notícias, to por dentro de todas as novelas que não vejo durante a semana. Quer saber as fofocas? Só perguntar pra mim. Joguei paciência, labirinto e outros 3 joguinhos que encontro no !Yahoo Games. Já procurei informações sobre alguns celulares novos, os planos da Vivo e da Tim, pois sou cliente dos dois e está na hora de ficar somente em uma operadora e com um plano bem mais barato.

Afeeee, já fiz de tudo, até fofocar pelo telefone com outra colega que se encontra na mesma situação que eu, mas mora em outra cidade.

Podia estar adiantando muita coisa, afinal O fim de ano está aí e queria começar 2009 sem quase nenhuma pendência. Liguei para o meu namorado e descubro que neste momento ele está no cinema!!! Ahhhhhh…

Bom, se você leu até aqui e se sente tão INÚTIL como eu, junte-se ao clube e se possível escreva para mim. Assim poderemos ao menos tornar este fim de tarde um pouquinho mais “divertido”.

Ósculos e amplexos, NINA





HABLAMOS PORTUÑOL

31 10 2008

Nuestros queridos leitores del blog Intencional, hoy iremos hacer una postarrem muy diferente.

És com mucho prazer que apresentamos a ustedes “LO DIA INTERNACIONAL DE HABLARSE PORTUÑOL”.

Para usted entiender mejor sobre esto, por fabor entre no link: www.portunhol.art.br e faça parte desto también.

Só pra sair um pouco do comum e divertir, já que hoje é considerado o Dia das Bruxas em muitos países. Afinal quem mora em Florianópolis sabe muito bem o que é isso - Comunicação com “nuestros visinhos HERMANOS es perfecta”, hahaha.

Grande abraço, Nina





Brasil vende o Iphone mais caro

27 10 2008

Olá pessoal!

iPhone

iPhone

Hoje pela manhã eu estava lendo o Diário Catarinense e tinha um comparativo interessante sobre o preço do Iphone pelo mundo. Eu já havia comentado com a minha namorada esses dias, quanto a indignação pelo preço do Iphone no Brasil e essa pesquisa deu base a minha ira.

 

 

Vejam a tabela comparativa abaixo:

Preços do Iphone pelo mundo

País

8GB

16GB

Plano

Brasil ( Claro )

R$1.599,50

R$1.899,50

R$114,90

Brasil ( Vivo )

R$1.389,00

R$1.669,00

R$114,00

Argentina

R$850,00

R$1.080,00

R$64,00

Japão

R$351,00

R$527,00

R$91,00

EUA

R$327,00

R$492,00

R$115,00

Equador

R$323,00

R$534,00

R$130,00

Grã-Bretanha

R$292,00

R$496,00

R$103,00

Austrália

R$264,00

R$432,00

R$96,00

México

R$127,00

R$298,00

R$23,00

Finlândia

R$123,00

R$396,00

R$189,00

Fontes: Operadoras de Telefonia

 O presidente da Claro João Cox, diz que o alto preço do aparelho é fruto da carga tributária que a importação de produtos eletrônicos sofre ao desembarcar no Brasil. “É ICMS, importação, Aduana. Somos um país singular. Aqui, um celular paga mais imposto do que revolver e cachaça. Se pegarmos o nosso preço e tirarmos os subsídios, os tributos e as taxas cobrados pelo governo, é o preço dos EUA”. Diz o executivo.

No  entanto o diretor técnico do Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário, João Elói Ollenike, diz que nem tudo pode ser creditado a carga tributária, mesmo considerando os celulares como “eletrônico supérfluo”. Não entanto em muitos detalhes ele jogou a culpa nas tarifas alfandegárias e na margem de lucro das empresas.

Depois de tudo isso ainda existe uma comparação com o preço da Holanda que não está na tabela acima. Lá o Iphone 8GB pode ser comprado por 1 Euro e o plano mensal é de R$107,80/mês.

É meus caros, não é de hoje que o povo brasileiro clama por uma reforma tributária descente. Impostos são necessários, porém roubo é crime. Se liga meu povo, vamos combater essa injustiça. Preço justo já!

Jean





A janela de Eloá

21 10 2008

Sei que muitos já estão cansados desse assunto – o caso Eloá, Nayara e Lindemberg. Aliás, as vezes eu penso que esse é o papel da mídia: deixar a população cansada.

Tão cansada que fica sem forças pra tentar discutir os problemas ao nosso redor, tentar lutar contra a hipocrisia, corrupção, doenças sociais, etc… Mas sabemos que o poder que ela exerce sobre nós é muito maior que a nossa imaginação e capacidade de raciocínio. As vezes me dá nojo quando vejo o que é exposto ao público por meus colegas de profissão. É claro, se a mídia (impressa, televisiva, online, etc) pode eleger o presidente de uma nação, porque não fazer uma lavagem cerebral em todos?

O Gate e a Polícia Militar erraram, isso acho que já está bem claro. Mas é tão visto e revisto, passado e repassado todos os erros e possíveis erros que eu fico pensando:  se antes grande parte não tinha respeito pela polícia, imaginem agora? Se há algum bandido aí que estava em dúvidas pra cometer um crime, agora não tem mais. Onde vai parar o RESPEITO se os jornais não deixam de noticiar que nossa polícia é incompetente. Não acreditei quando vi no Fantástico um policial brasileiro da SWOT dizendo: “tenho vergonha de ser brasileiro, tenho vergonha da polícia no Brasil!” Alguém sabe porque notícias sobre suicídios são proibidas? É obvio, senão pode acontecer o mesmo ato em massa. Uma pessoa desequilibrada que ve na TV alguém fazendo exatamente o que ela pensa, cria coragem e se mata. Pra mim não é a toa que depois da morte da Isabella Nardoni vários casos de crianças sendo jogadas e mortas pelos pais aumentaram. Da mesma forma que depois de sexta-feira eu já li mais 4 casos iguais ou parecidos com o da Eloá.

Descobri agora pouco blog do Sandro Fortunato e peço com licença pra ele, mas gostaria de “copia e colar” todo o seu texto, pois o desabafo dele conseguiu expressar em palavras exatamente o que eu penso. O culpado disso tudo? Na minha opinião, não é somente UM.

Janela da Alma

Janela da Alma

JANELAS : “Das janelas televisas e dos monitores conectados à Internet, nós brasileiros ficamos a ver janelas este ano. Primeiro com a menina jogada por uma. Quantas vezes foi mostrado aquele buraco na parede? Quantas a boneca fazendo o papel da menina mostrou o que as câmeras de segurança falharam em captar? Faltou algo. Faltaram os últimos instantes de vida da criança despencando e encontrando a morte no impacto contra o chão. Faltou matar a curiosidade mórbida de assisitir a morte ao vivo.

Seis meses depois, as atenções se voltam para outras janelas. Agora com a expectativa de acompanhar toda a novela em tempo real. O Big Brother está montado, mas não há qualquer desconfiança sobre aquilo não ser verdadeiro. É a vida como ela é: crua, bruta, estúpida, cheia de erros. São nossos erros vistos nos outros. O que faz com que, por um instante, nos sintamos melhores, superiores. O desequilibrado, as ameaçadas, quem está correndo risco de morrer, quem está tentando salvar e pode falhar. Nenhum deles é um de nós. Mas poderia ser. E a sabedoria maior reside em aprender com a observação. Talvez isso responda a pergunta que faço desde o desfecho dessa história: A que veio Eloá?

Há dezenas de lições a serem aprendidas com esse folhetim. Centenas de questões a serem pensadas, analisadas. Para mim, a que mais incomoda é essa: A que veio Eloá? Por que se dá a vida a alguém para que ela seja tirada antes de a pessoa ter a oportunidade de começar a utilizá-la?

Acredito que Eloá tenha sido sacrificada para mostrar, a milhões e de uma só vez, muitos dos erros que estamos cometendo e aonde estes estão nos levando.

A polícia errou? Demorou muito em agir? Deixou uma ex-refém se tornar outra vez refém? Deveria ter abatido o criminoso quando teve oportunidade? Não pensou que a invasão pudesse não surtir o efeito desejado? Por que não manteve cortada a energia do local? Por que permitiu que o criminoso tivesse todas as informações do que estava acontecendo do lado de fora, todo o tempo, pela tevê? Por que a tevê e a imprensa em geral transformou isso em um espetáculo que nos faz pensar que mais nada está acontecendo no planeta? Por que a imprensa se envolveu tanto e guindou um jovem desequilibrado à categoria de astro de tevê? Por que insistiu tanto em conversar e tentar convencer o garoto a se entregar quando isso é trabalho da polícia? Como a imprensa pode julgar o trabalho da polícia quando é, em parte, responsável por atrapalhar esse trabalho? Como a polícia pode ter medo de fazer seu trabalho por estar sendo monitorada? Como tudo aquilo poderia acabar bem?

Estas e muitas outras questões poderiam simplesmente não exisitir se tentássemos seguir o sábio conselho pitagórico: Educai as crianças e não será preciso punir os adultos. Sejam esses adultos criminosos, pais, policiais ou jornalistas. Não seria preciso apontar culpados se cada um de nós assumisse sua parcela de responsabilidade e evitasse ou ao menos reduzisse a possibilidade de que situações como essa chegassem a exisitir. Não existiria culpa ou culpado se não houvesse erro. Não existiria efeito se não houvesse causa.

No ponto em que chegamos, essa mudança precisa ser radical e certamente demorará muitos anos, algumas gerações talvez, para atingirmos um nível que possa ser chamado de civilizado. Mas essa mudança precisa ser iniciada. Agora. Dentro da casa de cada um. Mais: dentro de cada um.

Deveríamos deixar de nos ocuparmos em olhar para as janelas dos outros e dar atenção ao que se passa do lado de dentro das nossas janelas. Deveríamos aprender a apreciar o que vai nas janelas das almas das pessoas com quem convivemos. Deveríamos olhar em seus olhos, procurar compreendê-las, aceitá-las, auxiliá-las, orientá-las. Deveríamos tornar limpas e transparentes as nossas próprias janelas e mostrar em nossos olhares que temos como único objetivo vivermos em paz e harmonia.

Se a simples expectativa de um mundo melhor não for motivação suficiente, pensemos que tais atitudes podem evitar que o próximo circo se arme ao redor de nossa casa, que milhões de cegos fiquem com os olhos grudados em nossas janelas, que seu filho se sinta o rei do gueto ou sua filha seja a Eloá da vez.

Pense em Paz. Construa a Paz. Viva a Paz”.

Beijos, Nina